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Mensagem ao primo

Primo que primas
por quimeras
que te esmeras
pela primazia fácil em meu coração

Primo, o primeiro?
Primo, o suficiente?
Não há que dar provas
de um amor fraterno e paciente?

Cunhado não é parente
dizia o antigo presidente.
E o primo? Será apenas
um parentesco coincidente?

O que queres de mim, ó primo
com teus floreios
teus eternos galanteios
teus ramos de jasmim?
Escondem, talvez, volteios
Muito distantes
da inocência dos querubins.

Como desconfiar, oh! Injúria!
De um primo tão afável?
Se não há nada mais confortável
do que esquecer os desvarios
e acreditar somente nos fluentes elogios?

Aqui me despeço, primo,
meu prezado.
Com estes versos
está dado meu recado.
Amo com prudência
porque, acredites,
há muito perdi também a inocência.

Silvia Generali da Costa
24/03/2020

 

 

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Décio Oliveira Elias,
Rio de Janeiro, RJ

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