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O Velho Junco

O Velho Junco
não cabe no corpo da terra.
Não cabe
no corpo da Bahia.
Não cabe
no corpo do homem.
Medidas amorfas
que só cabem no coração.
O Junco somos nós,
o sangue que escorre
o verso que vai nascer.
A paisagem sertaneja,
Água e mato,
Caminho e silêncio,
Tempos idos nas povoações.
A alma lavada,
O cheiro do alecrim,
As estrelas,
Um céu límpido azulado.
É caminho de ida,
Sem obstáculos para o retorno
Vivência indescritível,
Liberdade bendita,
História de amor e dor.
Cantada em prosa
Vivida em verso.


Luiz Eudes é de Sátiro Dias, Bahia. Idealizador do Coletivo Literatura com Cachaça, apresenta o programa Café com Prosa, organizou várias coletâneas e participa de diversas antologias no Brasil e em Portugal. É autor dos livros de contos Noite de Festa, Tempo de Sonhos, Cangalha do Vento (publicado também em Portugal e em Angola) e Tarde de Chuva e do infantil Baleia e a família perdida, publicado na séria Bichinhos Literários.

Luiz Eudes
12/07/2021

 

 

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DEPOIMENTOS

"Fiquei muito satisfeito com o conteúdo da Oficina. Minha experiência com escrita, agora vejo com maior clareza, era inteiramente prática ou intuitiva e, certamente, passível de ser substancialmente melhorada. Gostei muito da orientação obtida através da Oficina e, em particular, da tua avaliação do material dos desafios."

Décio Oliveira Elias,
Rio de Janeiro, RJ

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