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A Morte nos Espreita

Pão fresco, pão gostoso,
mas é preciso buscá-lo
na padaria do arsenal.

Marujos, levantem cedo
vão buscar pão fresco
na padaria do arsenal.

O navio tem rotina
é preciso respeitar,
o desjejum é às sete e meia,
não há como postergar.

Do cais do arsenal,
sai a lancha carregada
com pão inda quente,
cheirando bem.

Desce a neblina,
é triste a sina
do navegante
nessa hora.

O patrão da lancha
procura lugar seguro,
lugar seguro não há.

Toca o sino pra avisar,
se perdido ficar,
ninguém o vai atropelar.

Maldita névoa
a tudo esconde
Já tarda, há pressa.
Tem hora marcada.

Cai o véu, brilha o sol
barca de passageiros
lotada logo cedo,
é dia de trabalho
trabalho não pode
esperar. Vem de longe
a barca, vem lá de Niterói.

já iniciou a manobra
já vai atracar,
o grande calado
exige cuidado.

A lancha é frágil,
a barca é pesada.
Entre o cais e a barca:
a lancha, o desespero.
O patrão é rápido
e tira o barco,
tira o barco fora dali.

Sai o sol
Levanta cerração
Vai ter pão fresco
no desjejum.


João Carlos Bueno Cruz, natural de Porto Alegre, é professor aposentado. Participou da Oficina Literária Online.

João Carlos Bueno Cruz
15/08/2021

 

 

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"Fiquei muito satisfeito com o conteúdo da Oficina. Minha experiência com escrita, agora vejo com maior clareza, era inteiramente prática ou intuitiva e, certamente, passível de ser substancialmente melhorada. Gostei muito da orientação obtida através da Oficina e, em particular, da tua avaliação do material dos desafios."

Décio Oliveira Elias,
Rio de Janeiro, RJ

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