Devo escrever um Best Seller?

Cláudia de Villar

Não!

Sim, você não deve escrever um Best Seller. Você, como um escritor, deve apenas escrever. Deixar-se levar pelas palavras. Pelo encantamento através das palavras. Pois escrever nada mais é do que encantar um leitor através do registro escrito. Mas, se ao final de um tempo lido você se tornar um hipnotizador de leitores... Ah, meu caro, então você escreveu um Best Seller.

Há uma sutil diferença entre DEVER e PRAZER. Dificilmente você escreverá um Best Seller se você, ao iniciar uma obra, se propuser a escrever um fenômeno literário. Tem grandes chances desta sua ideia não dar certo. Entretanto, se você se permitir sentir prazer em escrever, bem... Aí são outros quinhentos.

Parece que existe um fio imaginário entre o leitor e o escritor. Algo que dá um clic. Que liga um e outro. Como se o leitor percebesse que foi agradável a atividade de escrita. Não, mais do que isto, que foi divertido, prazeroso para aquele autor escrever aquele livro que está nas mãos dele. Claro que não significa que todo livro escrito com prazer se tornará um campeão de vendas. Óbvio que não. Porém, existe uma chance maior de seu livro ser bem mais aceito se você, ao término da obra, ler o seu livro e pensar: “Ah, se eu fosse um leitor eu compraria esse livro”. Afinal, você tem que olhar aquilo que você escreveu com os olhos de um leitor, não como de um escritor. Principalmente, sendo você o escritor em questão.

Todo escritor é demasiadamente suspeito para opinar sobre a própria obra literária. Das duas uma: ou amará ou odiará o que escreveu. Também não vale se basear na opinião de pais, namorados, maridos ou primos. Aí não vale. É mel no ego. Bem como também não vale acreditar cegamente na opinião de críticos - ácidos - de plantão. É fel nos olhos. Pois estes estão ali, quietinhos, à espera da sua chance de maldizer a sua obra.

Nem oito e nem oitenta! O meio termo é necessário para que surja um Best Seller Escrever não é fácil, não. Principalmente escrever uma obra que cause impacto tanto no meio literário quanto na mídia. Há que se acertar no tema, na apelação midiática, na divulgação do “boca-a-boca”, enfim, se faz necessário vários passos até chegar às grandes vitrines. E toda esta caminhada inicia como um pensamento livre do propósito de ser excelente, mas de apenas ser lido. E ser lido nos dias atuais em que a literatura não faz parte do kit de sobrevivência de todo cidadão, já é uma glória! Você deve ser lido por um, por dois, por três e estes três indicarão para mais três e assim inicia a corrente que te ajudará a chegar no topo dos “mais mais”! Mais que sorte, é preciso muito empenho, dedicação, estudo(muito estudo),  leitura (muita leitura) e paciência.

 

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"Fiquei muito satisfeito com o conteúdo da Oficina. Minha experiência com escrita, agora vejo com maior clareza, era inteiramente prática ou intuitiva e, certamente, passível de ser substancialmente melhorada. Gostei muito da orientação obtida através da Oficina e, em particular, da tua avaliação do material dos desafios."

Décio Oliveira Elias,
Rio de Janeiro, RJ

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